Orquestra Voadora faz show de encerramento da turnê Sesc Pulsar em Volta RedondaBrass band carioca encerra maratona de shows pelo estado neste sábado; apresentação gratuita celebra 18 anos do grupo e o novo álbum “Elétrica”
VOLTA REDONDA, RJ – A Orquestra Voadora, coletivo que revolucionou o Carnaval de rua do Rio de Janeiro, aterrissa em Volta Redonda neste sábado, dia 25 de abril, às 16h, para o show de encerramento de sua turnê estadual no Sesc. A apresentação marca o fim da circulação viabilizada pelo Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2026, que levou a potência dos metais e da percussão carioca para diversas regiões fluminenses em uma celebração histórica.

Celebrando sua “maioridade” em 2026, a fanfarra traz o repertório de seu recém-lançado álbum, Elétrica. Nesta nova fase, o grupo subverte o conceito tradicional de brass band ao incorporar a guitarra progressiva de Navalha Karréra, resultando em uma sonoridade ainda mais pulsante que flerta com o rock, o funk e o afrobeat, sem perder a essência carnavalesca que é sua marca registrada.
O público pode esperar releituras criativas de clássicos como Sonífera Ilha, Lança Perfume e I Will Survive, além de composições autorais que já são hinos dos cortejos cariocas, como Ferro Velho e Technocirco. A apresentação promete transformar o Sesc em um verdadeiro baile, unindo gerações para celebrar o sucesso desta jornada pelo estado.
Este projeto é realizado pelo Sesc RJ através do Edital de Cultura Sesc RJ Pulsar 2026.
FICHA TÉCNICA:
Tuba: Anderson Cruz
Trompetes: Tiago Rodrigues e Daniel Paiva
Saxofones: André Ramos e Rosa Graciosa
Trombones: Pablo Beato e Paula Freire
Surdo: Marcelo Azevedo
Percussão: Hugo Prazeres
Bateria: Gabriel Barbosa
Guitarra: Navalha Karréra
Técnico: Bruno Flores
Produção: Ana Beatriz Oliveira e Tatiana Paz
Social Media: Marcos Inácio
SERVIÇO
Evento: Orquestra Voadora – Encerramento da Turnê Sesc Pulsar 2026
Data: 25 de abril de 2026 (sábado)
Horário: 16h
Local: Sesc Volta Redonda
Endereço: Av. Argemiro de Paula Coutinho, 2000 – Centro, Volta Redonda – RJ
Ingressos: Gratuitos
Classificação: Livre
SOBRE A ORQUESTRA VOADORA
Seja pela sonoridade impactante dos instrumentos de sopro, seja pelo repertório eclético e irreverente, seja pelos circenses desafiando a física em suas pernas-de-pau ou, ainda, pelo cenário único dos jardins do Museu de Arte Moderna, a Orquestra Voadora já criou uma identidade inconfundível e cravou seu estandarte no Carnaval de rua do Rio. A história remonta a 2008, ano em que amigos músicos, de diferentes origens, começaram a ensaiar nos jardins do MAM, com um repertório musical inovador para a formação de uma fanfarra: no lugar dos sambas e das marchinhas, a banda – formada só por instrumentos de sopro e percussão – apresentava versões instrumentais e criativas para grandes sucessos da música pop mundial e da MPB. No ano seguinte, o primeiro desfile (que não teve divulgação nem constou no calendário oficial da cidade) reuniu 3 mil pessoas. Em 2010, antevendo a explosão do número de foliões, o coletivo foi deslocado para a ampla pista do Aterro do Flamengo. Foi também em 2010 que o bloco reuniu, pela primeira vez, um grupo de pernaltas, hoje marca registrada da Voadora, oriundos da Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades.
Investimentos em infraestrutura foram feitos a partir de 2011, sobretudo em sonorização e segurança, para que o bloco alcançasse um modelo de desfile profissional mas que não perdesse, em função dessa profissionalização, sua essência democrática, acessível e horizontalizada. Esse modelo, com os ajustes necessários devido ao crescimento constante do coletivo, perdura até os dias de hoje, com uma estrutura pouquíssimo hierarquizada (durante a introdução de “Purple Haze”, clássico de Jimi Hendrix, os integrantes gritam o bordão “Não há maestro!”); uma genuína preocupação com acessibilidade e inclusão (o tema do carnaval de 2023 foi “O Futuro é Anticapacitista” e o bloco mantém, desde 2018, um Núcleo de Acessibilidade); e uma vocação musical coletiva e acolhedora – desde 2013 a Orquestra Voadora integra a Liga dos Amigos do Zé Pereira, associação que reivindica um modelo viável de Carnaval de rua, e mantém, também desde 2013, sua oficina de instrumentos de sopro e percussão, onde desenvolve arranjos que possam ser tocados por músicos de diferentes níveis técnicos. A Orquestra Voadora faz parte da Liga Amigos do Zé Pereira.