Primeiro dia de desfiles das escolas do grupo especial do Carnaval 2019

Por Aline Alves

 

No primeiro dia dos desfiles das escolas de samba do grupo especial do Carnaval 2019 do Rio de Janeiro, sete escolas se apresentaram na marquês de Sapucaí. O desfile que estava marcado para começar às 21:15 iniciou às 22h, com atraso de 45 minutos devido a forte chuva.
A primeira escola a desfilar foi o Império serrano, Que iniciou o desfile debaixo de forte chuva, pois mesmo após 45 minutos de atraso a chuva não havia parado. A escola levou para avenida o enredo autoral do carnavalesco Paulo Menezes “O que é, o que é?” fala sobre o sentido da vida, e como hino a música de Gonzaguinha caminhos do coração de 1982. A bateria da escola foi destaque, nos versos do samba “batida de um coração” a bateria simulava batidas de coração. A agremiação teve alguns  problemas no desfile, o pavilhão que a  porta bandeira Verônica Lima conduzia enrolou no mastro, o que acabou prejudicado a apresentação perante os jurados. As fantasias estavam com acabamentos simples, devido a situação financeira da escola. A  chuva além de estragar parte das fantasias,  também  dificultou a passagem da escola na avenida.

A Viradouro espantou a chuva e se apresentou com diversas alegorias e figuras infantis como bruxas, príncipes e princesas. A escola levantou o público, Paulo Barros apostou na qualidade do  material utilizado nas fantasias  e trouxe a magia dos contos e livros infantis para avenida. O primeiro casal de mestre Sala e porta bandeira Julinho e Ruth representaram o príncipe e a princesa.
A Grande Rio apresentou o enredo “Quem nunca…? Que atire a primeira pedra”, e falou sobre as “manobras” que o brasileiro costuma fazer para driblar a forma correta de agir, das “gafes e viradas de mesa”, o que diga-se de passagem esse ano não faltou exemplo. A rainha Juliana Paes abrilhantou o desfile com seu charme e carisma, mas foi criticada nas redes sociais  por usar fantasia com pena de aves, a atriz usou seu  Instagram para esclarecer.

“Quem me conhece sabe do meu amor pela natureza. Sabe como eu vibro com cada botão de flor em meu jardim, cada bicho…Quem me conhece sabe que eu jamais machucaria um animal ou seria conivente com sua caça”, desabafou ela.

 

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Foto:Diário do Rio de Janeiro

O Salgueiro homenageou o orixá  Xangô, divindades de origem africana, considerado como orixá da justiça nas religiões do candomblé e umbanda. A escola levantou o público no início da apresentação com sua bateria apelidada de “furiosa”. A rainha Viviane Araújo vestiu a fantasia borboleta de Oyá, sua fantasia tinha um rabo de cavalo de cada lado, feito de cabelo humano e mais de um metro de comprimento, a fantasia marca a mudança de Oyá para agradar xangô. Viviane levantou cada setor por onde passou, considerada a Melhor rainha de bateria da avenida a atriz abrilhantou o desfile e logo após desfilar seguiu para o camarote Vivant.
A beija-flor de Nilópolis, quinta escola a se apresentar comemorou 70 anos de história.  Com o enredo “Quem não viu vai ver as fábulas do beija-flor”, contou a história da agremiação na avenida e diversos enredos foram relembrados, um deles foi o desfile de 1989, quando a escola levou ratos e urubus fictícios em um carro alegórico. O presidente da escola Anísio Abraão esteve presente no desfile.

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Foto:Wigder Frota

A Imperatriz Leopoldinense levou para a avenida 800 mil notas falsas de R$100 reais para distribuir para o público. O enredo “Me dá um dinheiro aí”, fala da ganância e da história do dinheiro. Um carro com a imagem de um diabo gigante retratou o sistema das bolsas de valores, jogo de Bicho, lotericas e outros sistemas. A escola iniciou o desfile com problemas devido a alegoria “Lenda do Rei Midas”, o carro abre-alas não entrou na avenida a tempo o que  causou buraco entre a alegoria e segunda ala, prejudicando o desfile da agremiação de Ramos.

A Unidos da Tijuca encerrou os desfiles com o enredo “Cada macaco no seu galho. Ó, meu pai, me dê o pão que eu não morro de fome?”, A escola do bairro da Tijuca falou sobre o amor ao próximo  e sobre a desigualdade social.  A Tijuca trouxe para à avenida a reflexão de ajuda ao próximo, no objetivo de conscientizar que  cada um faça a sua parte por mundo melhor.  O canto da escola foi um diferencial, em forma e tom de oração, Unidos da Tijuca contagiou o público presente.

 

 

 

 

 

 

 

 

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