Carnaval 2026: Grupo Especial mantém alto nível e acirra disputa na Sapucaí

O Carnaval 2026 consolidou um dos anos mais equilibrados dos últimos tempos na Marquês de Sapucaí. Ao longo das três noites de desfiles do Grupo Especial, as escolas apostaram em enredos identitários, força comunitária e impacto visual para sustentar uma disputa que promete ser definida nos detalhes.
Entre homenagens, narrativas afro-brasileiras, literatura e celebrações culturais, o que se viu na Avenida foi um conjunto de apresentações competitivas e com alto nível técnico.


Mocidade abre com irreverência e apelo popular
A Mocidade Independente de Padre Miguel abriu sua noite apostando na força simbólica da cantora Rita Lee. A escola investiu em uma estética vibrante e pop, traduzindo a irreverência da artista em alegorias coloridas e fantasias de leitura direta.
O samba funcionou como elo entre pista e arquibancada, com canto consistente e evolução segura. A verde e branca apresentou um desfile coeso, sem grandes oscilações, mantendo ritmo até o encerramento.


Beija-Flor reafirma peso e tradição
A atual campeã, Beija-Flor de Nilópolis, mostrou novamente por que carrega o status de favorita. Com o enredo “Bembé do Mercado”, a escola exaltou raízes afro-brasileiras em um desfile de forte impacto visual.
Luxo, organização e canto forte marcaram a passagem da azul e branco. No carro de som, Nino do Milênio e Jéssica Martin sustentaram a responsabilidade após a aposentadoria de Neguinho da Beija-Flor, mantendo a tradição musical da escola em alto nível.


Viradouro transforma emoção em estratégia
A Unidos do Viradouro apostou na emoção ao homenagear Mestre Ciça ainda em vida. O desfile equilibrou narrativa afetiva e leitura plástica eficiente.
A bateria foi protagonista, sustentando andamento forte e identidade própria. A alegoria que trouxe o homenageado ao lado dos ritmistas se tornou uma das imagens mais marcantes da temporada.


Tijuca investe em literatura e reflexão
A Unidos da Tijuca levou à Avenida a trajetória de Carolina Maria de Jesus, transformando literatura em espetáculo visual. A escola apresentou um desfile de narrativa clara, apostando na força simbólica da escritora e na valorização da intelectualidade negra.
O conjunto mostrou equilíbrio entre dramaturgia e acabamento estético, encerrando a noite com carga emocional.


Vila Isabel entra firme na disputa
Já na noite seguinte, a Unidos de Vila Isabel reforçou a competitividade do Carnaval 2026. Com samba de fácil assimilação e forte adesão da comunidade, a escola sustentou um desfile de andamento regular e harmonia estável.
A azul e branca apostou na clareza visual de suas alegorias e na força do coletivo, mantendo evolução segura e canto consistente do início ao fim. A apresentação colocou a Vila entre as escolas que brigam diretamente pelas primeiras colocações.

Tuiuti mantém identidade autoral
A Paraíso do Tuiuti apostou em um desfile conceitual, com narrativa bem amarrada e forte carga simbólica. O samba cresceu ao longo da Avenida, com bom rendimento nos setores centrais. A escola apresentou evolução segura e uma comissão de frente que ajudou a consolidar o entendimento do enredo.
A bateria sustentou andamento firme, garantindo fluidez e estabilidade ao conjunto.

Grande Rio alia impacto visual e comunicação popular
A Acadêmicos do Grande Rio levou à Sapucaí um desfile de forte apelo visual e comunicação direta com o público. O samba teve fácil assimilação e garantiu participação intensa das arquibancadas.
A escola apostou em alegorias imponentes e acabamento refinado, mantendo andamento consistente e presença cênica marcante.


Salgueiro encerra com potência e tradição
Fechando a noite, a Acadêmicos do Salgueiro trouxe sua marca registrada: bateria pulsante e presença vibrante na Avenida. O samba sustentou energia alta durante todo o desfile, impulsionado pelo canto da comunidade.
A vermelho e branco apresentou um conjunto competitivo, equilibrando tradição e impacto plástico.

Mangueira aposta na tradição e na força do canto
A Estação Primeira de Mangueira levou para a Marquês de Sapucaí um desfile ancorado em sua identidade histórica. A verde e rosa apresentou narrativa bem estruturada, com leitura clara e forte presença comunitária.
O samba teve boa resposta das arquibancadas, sustentado por carro de som seguro e bateria cadenciada. A escola manteve evolução regular, evitando buracos e mantendo harmonia consistente ao longo da Avenida. Visualmente, apostou em alegorias imponentes e fantasias de acabamento caprichado, reforçando sua tradição competitiva.


Portela valoriza legado e elegância estética
A Portela investiu em um desfile de elegância plástica e narrativa sensível. A azul e branco apresentou alegorias de leitura refinada e fantasias bem resolvidas, com destaque para alas coreografadas que deram dinâmica ao conjunto.
O samba cresceu durante o percurso, com canto firme da comunidade. A bateria manteve andamento estável, favorecendo a fluidez da evolução. A Portela apostou na regularidade e no equilíbrio entre tradição e inovação para se manter na disputa.


Imperatriz alia organização e impacto visual
A Imperatriz Leopoldinense apresentou um desfile tecnicamente organizado, com narrativa objetiva e visual impactante. A escola mostrou domínio de pista, com evolução segura e controle de tempo.
O samba teve rendimento consistente, sem oscilações significativas, enquanto a bateria sustentou andamento firme. As alegorias chamaram atenção pelo acabamento e pela imponência, reforçando a assinatura estética da verde, branco e dourado.


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