Mangueira inicia etapas do Rio de Janeiro de escolha de seu samba-enredo

A partir das 20h, o Palácio do Samba recebe a nação mangueirense para acompanhar a escolha do próximo samba-enredo da Verde e Rosa

RIO DE JANEIRO – A Estação Primeira de Mangueira inicia no Rio de Janeiro próximo sábado (30/8) a escolha do seu hino oficial para o Carnaval de 2026. Dois sambas selecionados no último final de semana no Amapá, e outras quinze composições seguem no processo até a grande final, que será realizada no dia 27/9 no Palácio do Samba. Todos os sambas-enredo já estão disponíveis com suas respectivas parcerias e letras no YouTube da agremiação. Os ingressos para a eliminatória que será realizada no sábado já estão à venda antecipadamente no Sympla.

A Verde e Rosa recebeu no total 22 sambas neste ano, sendo seis do Amapá, onde uma delegação da escola esteve presente para escolher os finalistas do estado no último fim de semana, e 16 no Rio de Janeiro.

“Realizamos uma festa muito bonita no Amapá que nos trouxe dois excelentes sambas para a disputa aqui no Rio de Janeiro “, avalia Dudu Azevedo, diretor de Carnaval. “E agora o processo continua, e promete muita qualidade nesta safra onde várias composições empolgam e têm chance e qualidade para brilhar com a Mangueira na Sapucaí”, conclui.

A Estação Primeira de Mangueira levará para a Marquês de Sapucaí no Carnaval de 2026 o enredo “Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra”, que mergulha na história afro-indígena do extremo Norte do país a partir das vivências de Mestre Sacaca. O enredo é assinado pelo carnavalesco da agremiação Sidnei França. E dá início ao triênio do centenário da agremiação.

De origem negra e indígena, cernes da formação do Amapá, Raimundo dos Santos Souza, personagem central da Verde e Rosa apresenta os encantos que viveu no seu território. Ao ser apelidado como Sacaca, uma titulação xamânica, ele navegou pelos rios que cruzam a região Norte do Brasil, entrando em contato com diferentes populações tradicionais.

Mestre Sacaca tornou-se um personagem brasileiro de profundos saberes sobre o manuseio de ervas, seivas, raízes e elementos que compõem a Amazônia Negra amapaense. Utilizava seus conhecimentos no tratamento de doenças e do cuidado comunitário por meio de garrafadas, chás, unguentos e simpatias. Por isso, também ficou conhecido como “doutor da floresta” em diferentes cidades das terras Tucujus – expressão oriunda de um grupo indígena que habitava essa região, e que atualmente é utilizada para se referir ao povo desse estado.

Serviço:

Disputa de Samba-Enredo
Data:30/8/2025
Horário: a partir das 20h
Local: Palácio do Samba
Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira
Ingressos antecipados: Sympla

Sobre a Estação Primeira de Mangueira:

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira (ou simplesmente Estação Primeira de Mangueira) é uma tradicional escola de samba brasileira da cidade do Rio de Janeiro conhecida e admirada em todo o planeta. A agremiação, que tem nas suas cores (verde e rosa) uma de suas marcas registradas, acumula 97 anos de glórias e de histórias e é uma das mais importantes instituições culturais do Brasil. Seus símbolos, o surdo, a coroa, os ramos de louros e as estrelas podem ser vistos na bandeira da escola. Tornou-se um celeiro de bambas que despontou e inspirou lindas obras decantadas em todo o mundo. Foi fundada em 1928, no Morro da Mangueira, pelos sambistas Carlos Cachaça, Cartola, Zé Espinguela, Tia Fé, Tia Tomásia, entre outros. Sua quadra está sediada no bairro do mesmo nome. Detém vinte títulos do carnaval. Atualmente, é presidida por Guanayra Firmino, primeira mulher eleita presidente da Mangueira. (https://mangueira.com.br/)

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