Por Redação:
A Marquês de Sapucaí recebeu, na noite deste sábado (8), os ensaios técnicos de três potências do Grupo Especial: Unidos de Vila Isabel, Portela e Acadêmicos do Grande Rio. Com arquibancadas lotadas e um público animado, as escolas mostraram que estão preparadas para disputar o título do Carnaval 2025.
Vila Isabel e a ousadia de Paulo Barros
A Unidos de Vila Isabel foi a primeira a pisar na avenida, levando uma amostra do que promete ser um desfile impactante. Com o enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece!”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros, a azul e branca de Noel apresentou um espetáculo visual, com coreografias bem definidas e um andamento preciso.
A bateria Swingueira de Noel, comandada por Mestre Macaco Branco, apostou em bossas arrojadas, enquanto a comissão de frente, coreografada por Alex Neoral e Marcio Jahú, trouxe teatralidade e inovação.
No quesito casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marcinho Siqueira e Cristiane Caldas mostraram um bailado refinado e sincronizado. Já o intérprete Tinga, dono de uma das vozes mais marcantes do Carnaval, embalou o público com sua interpretação potente.
Portela emociona com homenagem a Milton Nascimento
Na sequência, a Portela levou emoção para a Sapucaí com o enredo “Coração Civil: Milton Nascimento canta a liberdade”, uma homenagem ao cantor e compositor mineiro. A escola de Madureira apresentou uma evolução coesa e um canto forte, demonstrando que a comunidade abraçou o samba-enredo.
A bateria Tabajara do Samba, comandada por Mestre Nilo Sérgio, manteve o ritmo cadenciado, garantindo equilíbrio entre impacto e fluidez.
A comissão de frente emocionou com uma coreografia que representava momentos icônicos da trajetória de Milton. Já o casal Marlon Lamar e Squel Jorgea deu um show de técnica e elegância, consolidando sua sintonia na defesa do pavilhão portelense.
A rainha de bateria Bianca Monteiro brilhou mais uma vez, exibindo simpatia e muito samba no pé, acompanhando de perto os ritmistas.
Grande Rio exalta a cultura amazônica
Encerrando a noite, a Acadêmicos do Grande Rio trouxe a força de seu enredo “Pororocas Parawaras: As águas dos meus encantos nas contas dos curimbós”, que mergulha no universo amazônico e nas manifestações culturais afro-indígenas.
A bateria Invocada, sob a regência de Mestre Fafá, apresentou uma levada vibrante e precisa, enquanto a comissão de frente impactou com uma performance que mesclava elementos da mitologia amazônica.
O casal Daniel Werneck e Taciana Couto demonstrou firmeza e leveza no bailado, e a rainha de bateria Paolla Oliveira, presença cativa da escola, desfilou com seu carisma e samba envolvente, arrancando aplausos do público.
Carnaval 2025 promete disputa acirrada
Com enredos instigantes, sambas potentes e apresentações consistentes, Vila Isabel, Portela e Grande Rio saíram da Sapucaí ainda mais fortalecidas para o desfile oficial. A competição pelo título deste ano promete ser intensa, e o público pode esperar um espetáculo grandioso na avenida.