Salgueiro levanta a Sapucaí com enredo de resistência

O Salgueiro entrou na Marquês de Sapucaí levantando o público, a agremiação da Tijuca trouxe o enredo de resistência,  terceira escola a desfilar a vermelho e branco da Tijuca foi aplaudida pelo público que foi ao delírio quando a bateria furiosa entrou no setor um, Viviane Araújo foi recebida com muito carinho e aplausos  pelo público.

Alex de Souza carnavalesco da agremiação retratou a cultura negra e sua essência,  sobre o Rio de Janeiro ele trouxe os bairros do Santo Cristo,  Gamboa,  pequena África e também falou sobre  a comunidade do Salgueiro, bairros esses que enfrentaram e enfrentam a resistência e que tiveram  às marcas da violência mostrando toda resistência de um povo, navios que aportavam no cais do Valongo na zona portuária, na época existia mar na região,  ali milhares de pessoas foram arrancadas de suas terras para serem escravizada, seus corpos eram largados na área da Gamboa, o local ficou conhecido como cemitério dos pretos novos.

Dançado em um pedestal,  Ingrid Silva bailarina  brasileira radicada em nova York, representou Mercedes Batista, primeira bailarina negra do teatro municipal, o pedestal que Ingrid era levantada tinha  formato de punho fechado,  representando força e resistência. Na comissão de frente também vieram componentes representando negros que tiveram grande importância para a história como Ruth Souza, Xica da Silva, Machado de Assis, Zumbi dos Palmares, conversamos com o responsável pela comissão de frente Patrick Carvalho e ele falou sobre a emoção do retorno a Sapucaí apos esse longo período.

A escola veio preparada para ganhar o campeonato. No carro de som a dupla Quinho e Emerson Dias fizeram o coração do salgueirense pulsar forte,  com letra e refrão contagiante a escola mostrou que valeu a pena participar dos ensaios, pois o canto estava em dia.

Na última alegoria vários integrantes negros  simularam a derrubada de uma escultura de obelisco que tinha a palavra racismo escrita, simbolizando o fim do racismo  do preconceito.

O Casal de mestre-sala e porta-bandeira Sidcley e Marcela Alves deram um show na avenida,  representando a ancestralidade,  a dupla mostrou  sintonia e bailado perfeito para conquistar nota máxima.

Entrevistamos o coreógrafo Carlinhos, ele nos revelou que em conversa com a equipe do Salgueiro e o carnavalesco Alex Souza, ele não viria representando nenhum personagem e sim mostrando sua história de vida vitoriosa e todos os seus projetos realizados. O coreógrafo estava emocionado, veja na entrevista:

A agremiação realizou seu desfile com tempo permitido de 70 minutos,  com muita tranquilidade.

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