Paixão pela Harmonia com Adilson Harmonia

Apaixonado pelo o que faz, há 25 anos, Adilson Rodrigues da Silva – o Adilson Harmonia, este carioca da gema, através de suas memórias no mundo do samba, e na arte de ser harmonia, inspira-nos a olhar para o universo do carnaval e torcer para que dias melhores possam acontecer.


Adilson nos revela que boa parte de sua vida é dedicada à arte de se fazer uma boa harmonia, para um excelente desfile de escola de samba. Sua carreira se iniciou no antigo Bafo do Bode, em Jacarepaguá. Atualmente, são tantas as agremiações que até perdemos o fôlego. Renascer de Jacarepaguá, Vila Rica, Arranco, Unidos da Tijuca, União da Ilha e Acadêmicos da Rocinha, esta última desde 2005, quando foi campeão pelo Grupo de Acesso.


Adilson ainda nos relata que, por 2 anos, atuou no carnaval Latino Parade, em Washington-DC, nos Estados Unidos. Após este projeto, foi morar em Brasília e acabou participando da ARUC tradicional e hoje, atua como diretor regional da A.C.D.H.E.S.B. (Associação Cultural dos Diretores de Harmonia das Escolas de Samba do Brasil).
E se derrete todo ao falar deste ofício, ao analisar que harmonia – “É entrega, é alma! É unir o canto, a dança e a cadência da bateria com vibração e elegância!”. Para Adilson, a sua visão com relação a fazer uma boa harmonia, “É deixar que essa harmonia circule em seu sangue, pulsionando os seus batimentos cardíacos, de forma que  sua áurea e sua intensidade envolva todos os componentes da escola, na avenida ou na quadra” E este amor tem uma explicação. Está no respeito por todos que o inspiraram e a quem Adilson se curva em reverência – Raimundo Pereira da Silva (o mestre Mercadoria, em São Paulo), Maquias Valadares e o saudoso Almir Frutuoso. Nas palavras do nosso entrevistado, estas figuras emblemáticas foram importantes, positivamente, e em ensinamentos. Especialmente, o senhor Maquias a quem Adilson Harmonia agradece.
Estas figuras foram importantes para criar este sentimento de amor pela arte de ser um harmonia. E quem pensa que Adilson pretende parar está completamente enganado. O moço pensa em se envolver cada vez mais neste universo, e deixa um recado para quem está se iniciando nesta arte: “Sejam intensos nessa arte, mas sem perder a elegância! O respeito é fundamental e necessário, independente, de qualquer coisa. Algumas escolas de samba já o aguardam, ansiosamente. A alegria e a intensidade estarão de volta, em breve, acredita ele. “Por onde eu passo, agrego todos os seguimentos da agremiação, os diretores de harmonia, as baterias, passistas, rainhas e madrinhas de bateria, casais de mestre-sala e porta-bandeira, velha guarda, compositores, alas das comunidades, destaques de chão, destaques de carros alegóricos e a imprensa”, destaca Adilson. E finaliza que no mundo do samba, o respeito às desigualdades é fundamental.

            Texto: Clilton Paz – jornalista e assessor de imprensa.
            Fotos: Sandra Zayres.

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