Primeiro dia dos desfiles do grupo especial

Por: Aline Alves

O primeiro dia de desfiles das escolas de samba do grupo especial do Carnaval do Rio de Janeiro, foi marcado por surpresas, confira um pouco do que aconteceu na avenida, neste primeiro dia de desfiles.

Estácio de Sá
Estácio de Sá deu início ao primeiro dia de desfile das escolas de samba do grupo especial. Rosa Magalhães, a carnavalesca da escola foi homenageada pelos 50 anos de carreira, a carnavalesca veio no carro fantasiada. O enredo da Estácio em 2020 “pedra”, enredo que trata de embates e conflitos da vida humana e de tudo ao seu redor, a escola abordou tema da pré-história ao garimpo. Em 1992 a Estácio de Sá conquistou seu único campeonato, Paulicéia desvairada, retornou em 2020 ao grupo especial com toda força, a escola não veio luxuosa, mas suas fantasias estavam bem acabadas e criativas. A comissão de frente veio representando o homem das cavernas. Rosa Magalhães visivelmente emocionada declarou, “divirta-se bastante. O carnaval é um mistério. Acredito que o povo é que vai dizer se gostou ou não gostou. Mas acho que vão gostar”, disse Rosa.

Viradouro

A Viradouro com seu belíssimo samba, cantado pela comunidade e pelo público, trouxe o enredo “Viradouro de alma lavada “desenvolvido por Marcus Ferreira e Tarcísio zanon, contou a história das Ganhadeiras de Itapuã, mulheres negras da Bahia, que retratam a ancestralidade de mulheres que contribuíram para crescimento e construção do país, essas são as ganhadeiras. Mulheres que lavavam roupas na lagoa do Abaeté e tinham outras atividades como venda de alimentos dentre outros, para conquistar o sustento de suas famílias. A escola distribuiu para o público, cocadas em seu desfile. O samba da vermelho e branco de Niterói caiu nas graças do povo, levantando o público.

Mangueira

A campeã de 2019 mangueira, está cotada para levar o título novamente, a escola estava luxuosa, foi aclamada pelo público que estava no setor 1, assim que foi anunciada, causou euforia no público. Com o enredo “A verdade vos fará livre”, trouxe para a avenida a volta de Jesus Cristo nos tempos atuais de violência, desrespeito, intolerância. O desfile abordou a diversidade Religiosa.

Paraíso do Tuiuti

Paraíso do Tuiuti homenageou o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. O enredo tratou de questões da religião cristãs até religiões afro brasileiras. A escola apresentou oxossi em um de seus carros, o desfile teve diversidade de religião. A comissão de frente foi representada por seis bonecas, cujo moldes faciais foi desenvolvido com as características de pessoas reais e da comunidade, mulheres que fazem ou fizeram parte da comunidade.

Academicos do Grande Rio
A Grande Rio contou a história do babalorixá Joãozinho da Goméia e estava visivelmente luxuosa. Paola de Oliveira se destacou como rainha de bateria da agremiação agremiação e levando o público. Joãozinho da Goméia era baiano, em 1956 desfilou vestido de vedete, deixando contrariada boa parte do candomblé. A escola criou conexão com sua comunidade, que já vinha solicitando o tema Afro há algum tempo. O canto da comunidade pode ser apreciado não somente na avenida, mas também na quadra em dias de ensaios.

União da Ilha do governador
A União da Ilha do governador trouxe para Sapucaí as dificuldades do dia-dia do povo brasileiro, mostrando o cotidiano da cidade, a vida nas periferias e comunidades e todo sofrimento do povo. A escola estava original e suas fantasias estavam bem elaboradas. A agremiação atrasou 1 minuto para encerrar o desfile, por esse motivo será penalizada. Um dos carros deu problema após entrar na avenida, fazendo com que um buraco se formasse na avenida, com isso possivelmente a escola também perderá ponto.

Portela
A última escola a desfilar foi a Portela, usando cores que pudessem ser notadas devido ao horário do desfile, com tons azul e verde como predominância, a escola contou a história da cultura dos tupinambás. Os tupinambás habitavam as terras do Rio de Janeiro antes da colonização portuguesa. A comissão de frente foi coreografada por Carlinhos de Jesus. Um dos destaques do desfile foi a porta-bandeira, dando a Luz no meio da avenida, o nascimento era o símbolo da Portela .

Fotos: Portal Samba Carioca

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